Quando da criação do homem, Deus deixou no meio do jardim, uma árvore, chamada de “árvore da ciência do bem e do mal”. Aquela árvore era o símbolo do livre arbítrio humano, o Criador havia preparado e colocado o homem no que havia de melhor, porém, a criatura tinha a opção de conhecer o mal, mesmo não sendo este o desejo de Deus. O Senhor até preveniu o homem, “no dia em que dela comeres certamente morrereis”.
A ciência do mal gera morte. A ciência a que me refiro não é nenhum estudo metodológico de qualquer área do conhecimento, mas faço emprego do sentido etimológico, como fez a Bíblia, ciência como tomar conhecimento, está ciente. E o conhecimento do mal sempre trouxe a morte como preveniu a Bíblia.
Adão conheceu o mal, levado pela curiosidade de tal, arrependeu-se, pois não há proveito em conhecer o mal. Quantos jovens levados pelos mesmos sentimentos: conhecer o mal que Deus, a Igreja ou a família os proibiu. Descobriram a escravidão das drogas; a dependência de um sentimento sexual promiscuo que lhe impede de desfrutar prazer se não de forma leviana; quantos desejaram a proteção de uma gang, queriam ser poderosos e tornaram-se escravos de homens maus, que como diz a Bíblia: “não dormem sem fazer o mal e só pensam na iniquidade”. Quantos movidos pelo desejo de uma falsa liberdade, digo falsa, pois queriam ser livres, mas sem responsabilidades e isto não é possível, liberdade sem responsabilidade é libertinagem, e nesta busca tornaram-se escravos de todos. Dependem nas ruas de quem lhe estenda a mão para fazer a manutenção da sua miséria, pois o que lhes é fornecido geralmente é pelo critério da sua aparência, se está meio boa, nada recebe. Quem dá quer evitar a morte, mas não tirar da rua.
E por que não falar, quão bom seria se os homens não conhecessem a bomba atômica, também não conheceríamos a história triste de Hiroshima e Nagasaki. As armas nucleares e bacteriológicas, se os homens não as conhecessem, o planeta não viveria em pânico e ninguém, nem mesmo os Nortes Americanos temeriam em abrir um envelope qualquer.
Não é utopia, os homens precisam conhecer o bem.
Antes que o professor mostre o beneficio de conhecer as quatro operações fundamentais da matemática para uma criança. Ela já viu milhares e milhares de vezes explosões, esfaqueamento, tiroteios e detonações, que geram morte e tudo isso ainda de uma forma aparentemente louvável, no filme, no desenho ou até no telejornal. É para esperar que este futuro adulto seja exímio conhecedor da matemática ou que o seu professor ouça palavras insolentes repetidas por este aluno que antes da aula já ouviu muitas vezes no seu suposto lazer?
Como o jovem casado trataria bem a sua esposa, se na companhia dos pais aprendeu que para ser homem tem que ser violento?
Jesus disse: “aprendei de mim que sou manso e humilde de coração e assim encontrareis descanso para as vossas almas”. O conhecimento do bem gera a paz e o bem-estar espiritual e social.
Não é alienação que prego. É o bem consciente, contra o mal irracional.
Todos sabem dizer “violência gera violência”, mas continuamos na prática da violência. O ataque de 11 de setembro aos Estados Unidos, foi qualificado como um ataque terrorista violento, mas as mortes causadas no Afeganistão pelos ataques americanos, são simples efeitos da “guerra do bem contra o mal”. Os Estados Unidos é (ou foram) o maior país cristão do mundo, por que não enviaram ao Afeganistão missionário para pregar o evangelho da paz, deixaram que os filhos desta terra aprendessem uma religiosidade que incentiva de acordo com a facção a violência, deixaram que os filhos deste povo em vez de formação intelectual, recebessem formação bélica? O dinheiro gasto agora com armas daria para isso e muito mais.
Na escola perde nota quem não decora a tabela periódica, mas não é ensinado com a mesma veemência: o respeito ao idoso, o bom trato aos portadores de necessidades especiais. A ideologia que temos é má. Você já viu, por exemplo, o comercial de um carro que diga assim: o melhor veículo da categoria: não ultrapassa sinal vermelho e respeita a faixa do pedestre? Ou outro que diga assim: este é o carro para quem ama e pratica a paz? Certamente não, mas você viu e ouviu um onde o carro ruge como leão, outro que incentiva a alta velocidade e até uns que mostra o carro como poder de sedução, para garotas levianas. Nós já conhecemos demais sobre guerra, fome e dor, precisamos a prender a praticar a paz e obter a felicidade eterna. E mestre nessa disciplina é Jesus Cristo o Nosso Senhor.
Jesus prometeu e cumprirá o estabelecimento de um reino de justiça e paz sobre a terra, umas das primeiras coisas que a Bíblia menciona a cerca deste reino é que nele os homens não aprenderão mais a guerra e que as armas serão transformadas em instrumentos para a produção alimentícia.
Ninguém nunca encontrará a paz sem antes encontrar Jesus. Paz é fruto da justificação pela fé em Cristo. A paz nasce no interior do ser, como resposta de Deus ao arrependimento de quem conheceu e praticou o mal. Cristo quer levar você a esquecer o mal e conhecer sumamente o bem. Ele quer enxugar dos teus olhos toda lágrima, curar os teus traumas e te dá a paz. Aceite-o no teu coração.
Pr. Walberto Magalhães Sales