A paternidade é, sem sombra de dúvidas, uma dádiva. Uma das melhores e mais nobres conferidas por Deus ao homem. É como se nos sentíssemos, pelo menos em um aspecto de nossas vidas “como Deus”. Gerar e ver num outro, algo como “a sua própria imagem e semelhança”, acolher, cuidar, ensinar, proteger, suprir… além de amar incondicionalmente é como reproduzir em microcosmo os sentimentos e a relação do próprio Deus como foi no princípio com suas criaturas e como é agora com o seu povo, a Igreja.
Há nela, na paternidade, um misto de poder incalculável e de impotência inexplicável. De revelação e de mistério. De responsabilidades e de uma dignidade ímpar. Há nela algo de valor profundo, intrínseco, e de uma nobreza sem paralelos. Para mim, é onde o sonho e a realidade se encontram.
É algo que sem dúvidas, amplia a nossa compreensão do que realmente significa “ser homem”. Que reveste de valor e de significado as nossas vidas. Isso me faz pensar sobre como alguns homens conseguem realizar a proeza de conseguir serem pais sem “amar”.
Ser pai é com toda certeza assumir o papel de “ser um professor que aprende” todos os dias. É conquistar o atributo de herói nem que seja apenas para os nossos filhos, – o que já está de bom tamanho. É experimentar “um novo encanto” em cada fase, seja tomando um filho nos braços pela primeira vez, embalando-o para dormir ou ainda segurando-o nas mãos e ensiná-lo enquanto ele tenta dar os seus primeiros passos. Ouvi-lo dizer “papai” pela primeira vez – e daí por diante também – é a mais extraordinária de todas as experiências.
É claro que se trata de uma jornada marcada por grandes desafios que, apesar de algumas vezes provocarem dor e tristeza, criam também oportunidades para o nosso próprio amadurecimento além de proporcionar ocasiões de grande alegria que marcam nossas vidas e fazem as coisas valerem a pena.
Considerar tudo isso e outras coisas além dessas me faz pensar que a paternidade só poderia ter sido ideia de Deus. Quem mais poderia “inventar” algo assim?
Por essa razão é tão nobre e tão digno para um homem “ser pai”. É cumprir “um propósito divino” ao mesmo tempo em que se realiza “um sonho”. A consciência dessa verdade é necessária porque dignifica o nosso “chamado” para a paternidade e nos ajuda a honrar a Deus enquanto exercemos esse papel e nos tornamos benção para os nossos filhos.
Creio que Deus abençoará os bons pais, além disso, seus filhos o amarão! Essas são as maiores de todas as recompensas.
Feliz dia dos pais!
ÍTALO DEAN B. DE SOUSA